Não devemos deixar os monstros, aqueles que
pensam mais nos seus umbigos, enterrarem a Pátria de Cabral, ACEITEMOS os
desafios, tenhamos a coragem de ajudar a manter o legado do fundador das
nacionalidades guineense e caqbo-verdiana. Não tenhamos VERGONHA de ser o que
somos. Temos que lutar pelo que somos, contribuir dando o nosso melhor.
Por tudo isso, nesta altura em que a Guiné-Bissau
está sob os olhos do mundo não pelas suas performances económicas, financeiras,
ou outras afins, mas devido a situações não conformes a democracia, o silêncio
dos cidadãos pesa sobre o país, contribui para emperrar ainda mais o processo
de desenvolvimento que se deseja. Nesta altura em que muita gente parece não
querer entender que os problemas deste país não podem, nem poderão um dia, ser
resolvidos pela força, os cidadãos devem - ao invés de se remeterem ao silêncio
contemplativo, tal como se verifica actualmente - falar, debater exaustivamente
as questões da vida nacional porque, tal como disse Martin Luther King “no
final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio
dos nossos amigos.”