A sociedade Guineense de Autores (SGA) e a Associação
dos Músicos (SIKO), prometem uma luta conjunta, “sem tréguas” contra a
pirataria, falsificação e a utilização pública de músicas “sem autorização prévia”
do seu autor ou da SGA.
Em conferência de imprensa conjunta, realizada
sexta-feira, em Bissau, o presidente da SGA disse que a organização desde a sua
criação em 1996, tem vindo a fazer uma “luta terrível contra a incompreensão de
tudo e todos” para poder valer na prática a protecção de autores.
Mas segundo Guilherme Sá Filipe, na altura os próprios
autores não compreenderam que os maiores beneficiários eram eles, instaurando
assim um desentendimento público há cerca de 10 anos atrás onde um ou outro
artista afirmava que não reconhecia SGA, por ser membro da Sociedade Portuguesa
de Autores.
Sá Filipe, salientou que fazer valer o direito de
autores no país, é uma das maiores contribuições que qualquer cidadão pode dar
ao país pela causa da cultura nacional, por isso assegurou que a qualquer
momento que for chamado para levar adiante este trabalho estará sempre disponível.
O presidente da SGA disse que, no país, as pessoas
roubam artistas de uma forma pública, criando publicamente lugares de reprodução
de CD, para mais adiante garantir que “a quantidade de dinheiro que os
falsificadores ganham é a mesma quantidade que tiram dos bolsos dos artistas.”
“A lei diz claramente que o direito de autor é
faculdade exclusiva do autor da obra literária, artística e científica, só ele
tem o direito de gozar, utilizar e de explorar a sua criação ou autorizar a sua
utilização e exploração a terceiro”, explicou.
Por sua vez Luís da Silva Sá, presidente da Associação
dos Músicos, assegurou que um dos objectivos que nortearam a fundação de SIKO é
fazer com que os músicos guineenses possam desenvolver-se e ao mesmo tempo
promover além fronteiras a música guineense.
Neste sentido, o presidente da SIKO, frisou que
esta associação entendeu por bem que, lutando sozinho não vai ser fácil fazer
algo que possa dignificar os músicos, tanto como projectar além fronteiras,
através da música, a imagem do país, por isso segundo ele, decidiram unir-se a
outros criadores através da SGA para poderem em conjunto lutar para o bem-estar
dos autores guineenses.
De acordo com Luís Sá, “só unidos” é que vão poder,
não só, reclamar e fazer com que os seus direitos sejam respeitados, como também,
ver na prática os frutos dos seus trabalhos.
Porém, asseverou que os músicos guineenses
trabalham diariamente na composição e produção de músicas, mas no fim não
ganham nada, e “os que não lutam e nem se sacrificam” acabam por “ganhar sem
pagar nada ao criador”.
Por último, Luís da Silva Sá apelou ao guineenses
para colaborarem para que o direito de autor possa ser respeitado para que os
autores possam “viver uma vida condigna.”