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Reflexão
CASO BUBO NA TCHUTO EM STANDBY ATÉ QUANDO? - 05-02-2010

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Article posté le 05-02-2010

Uma espessa capa de mistério parece envolver o “caso” do ex-chefe de Estado-Maior da Armada Nacional.

Ninguém fala, todos se eximem de pronunciar-se sobre o “caso” enquanto “decorrem as tramitações processuais” cujo desfecho certamente ditará o devir do oficial general.

Na realidade, tanto as atoardas, como as análises a respeito de José Américo Bubo Na Tchuto, são várias dando por isso azo a várias leituras com backgrounds que vão desde a sua fuga do país em Agosto de 2008 até ao seu asilo na Gâmbia, depois de ter sido acusado de tentativa de golpe de Estado.

O seu regresso a Bissau a 28 de Dezembro de 2009 voltou a aquecer os ânimos, sobretudo ao ir acoitar-se nas instalações da ONU que acto contínuo foi objecto de tomada de disposições especiais por militares armados.

Muito diplomaticamente, as Nações Unidas têm remetido as autoridades a prestação de quaisquer esclarecimentos relativamente ao caso que ao que tudo indica é, de alguma forma, muito “bicudo”.

Fontes militares que têm sido citadas pelos media têm reiterado que o contra-almirante deveria sair das instalações das nações unidas para um quartel militar, aguardando-se o regresso ao país do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e do Presidente, Malam Bacai Sanhá.

Entretanto em declarações à imprensa o Primeiro-Ministro a partir de Portugal disse que o contra-almirante será detido mal abandone as instalações onde se encontra.

Contudo, se bem que nas últimas semanas vários rumores dão conta da saída de Bubo Na Tchuto da ONU, inversamente, as fontes divergem em relação ao local onde Bubo Na Tchuto permanecerá depois de sair daquelas instalações.

“Se sair na condição de detido, como militar, terá que ser encaminhado ao quartel”, disse uma fonte bem informada. No entanto, refere que, na verdade, o que se deve procurar nesta altura são “consensos” para que “tudo corra bem” de forma a garantir a preservação da paz e tranquilidade no país.

“Ninguém ganha com atribulações no país. Daí a necessidade de envolver diversas sensibilidades nacionais, sobretudo no âmbito das partes que eventualmente poderão ser úteis para a resolução do caso”, garante a fonte a que nos referimos.

Para a fonte, “é mais que certo que a lei deve ser sempre aplicada mas, em circunstâncias em que a sua aplicação pode eventualmente engendrar consequências indesejáveis para o povo e a Pátria, deve-se ponderar calmamente.” Adianta ainda, de forma pedagógica, que se se pegar no direito “como ciência que estuda as regras de convivência na sociedade humana” pode-se notar que o Direito tem um sentido que transcende e, com frequência, se opõe ao da lei. “Isto é para dizer o quê? Que, se fosse a pessoa de quem depende a resolução deste caso, em detrimento da lei, optaria pela aplicação do direito pura e simplesmente.”

Segundo a fonte a que nos referimos, neste momento está-se perante a possibilidade de se recorrer a duas vias para a solução do “caso Bubo Na Tchuto”, no entanto ele defende que no passado dia 08, o Governo e a representação local da ONU assinaram um acordo para a entrega voluntária do contra-almirante e o início de consultas com Bubo Na Tchuto para que abandone voluntariamente as instalações para ser entregue às autoridades de Bissau.

Entretanto, a medida que os dias vão correndo sobre este “caso” que agora vai adquirindo contornos de imbróglio, as atoardas vão ganhando proporções. Em Bissau, com base nos rumores que circulam, já se dramatiza o devir. Ontem nalgumas escolas alunos foram mandados a casa alegadamente porque “kau ka sta bom” (o ambiente não está bom). Neste ambiente, precisamente, são vaticinados os acontecimentos mais terríficos que se possa imaginar, tendo sempre no fundo um eventual conflito envolvendo trocas de tiros. O que não se diz é como(?), nem pporque é que se terá que fazer recurso a tiros para resolver um problema que pode ser resolvido desde que reunidos os consensos necessários no âmbito do processo em curso. Diz o amigo, que “cada caso é um caso à parte”. Eu diria que “cada país é um país à parte”. A Guine-Bissau é um país muito sui generis, em que os casos que de tempo em tempo sucedem requerem tratamentos particulares. Este pa´´is tem mais de 30 etnias e cada qul tem a sua cultura, o seu modo de encarar e de resolver as coisas. Nem tudo se pode e se deve resolver com recurso aos “estritos parâmetros da lei”, as “leis do branco” pondo de lado as leis consuetudinárias (leis di tchon).

No caso em apreço, como se diz na praça estes tempos “chefe é chefe”, tem os seus seguidores, amigos parentes e conhecidos podendo até representar algo num determinado meio. São coisas que se devem ter em consideração quando se aposta na busca de soluções.

Na praça pública é voz corrente de que “AMINE NA ROSOLVI ES PURBULEMA DI BUBO”. A confiança no PGR é evidente... A ver vamos os resultados, se vão ou não justificar as expectativas.

O importante é que se garanta a devida tranquilidade ao país. Amine Saad PGR, José Zamora Induta CEMGFA, Carlos Gomes Júnior PM, são os elementos-chave para a solução do “caso Bubo Na Tchuto”. Temos fé de que com poucas palavras, muita calma e ponderação, todos sairemos a ganhar porque saberão encontrar a solução que se quer e se deseja.

Ibrahim HAIDARA

 

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